
O Barreiro entrou a pressionar, e logo aos dois minutos desperdiçou aquela que seria a melhor situação de golo de toda a primeira-parte. Após um lançamento rápido de linha lateral, o esférico é endossado a Wilson, que de pronto descobre Álvaro dentro da área, mas este, só com José Gonçalves pela frente, atira para fora.
Mantendo o andamento, pouco depois, e na sequência de um canto na direita, André cabeceia de cima para baixo como mandam as regras, valendo, na circunstância, a atenção do guardião graciosense a safar com uma sapatada.
Era um início de jogo interessante que, paulatinamente, se foi diluindo, em virtude do futebol demasiado concentrado no miolo, facilitando a tarefa defensiva do Graciosa FC, que arrumadinho, com as suas linhas bem próximas umas das outras, trazia a lição bem estudada, procurando nesta primeira-parte, sobretudo, não sofrer golos, o que aconteceu, pese toda a dinâmica atacante do Barreiro, mas que não foi capaz de se soltar pelas faixas, através do futebol à flor da relva a que nos habituou.
Com o vento pelas costas, a equipa da ilha branca subiu mais no terreno na segunda-parte, surpreendendo o adversário, chegando mesmo a ter maior posse de bola.
Com o decorrer do tempo, a jovem equipa da casa começou a acusar a responsabilidade do jogo, não conseguindo pegar no mesmo de uma forma organizada, cometendo mesmo alguns erros, um dos quais Babá não aproveitou por uma unha negra.
Porém, num lance aéreo, Álvaro ganha nas alturas e de cabeça lança a esperança nas hostes da casa. Com novo fôlego e demonstrando muito querer mesmo quando as coisas não saíam bem, o Barreiro viria a fazer o segundo golo por Ricky e, com isso, iniciou-se a festa fora das quatro linhas, confirmada poucos minutos depois.
notícia original publicada no Diário Insular a 04 Maio, 2009